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YAPUAN Recebendo os parentes na Rio +20

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Índio Yapuan

Quem somos

Na tradição de meu povo sempre se comentou que o homem é muito parecido com o bicho lagarto. Ele conheceu o remédio natural e apropriado para combater o veneno da cobra, mas ele briga primeiro com a serpente, se deixa picar, para depois tomar a providência para comer a batata da erva guacatonga.
Só que nem sempre dá tempo dele comê-la, morrendo a um palmo dela. Se ele comesse a batata antes da briga, não morreria. Como o lagarto, o homem espera ficar doente para depois procurar a cura, o que nem sempre é possível. "Não espere ficar doente para tratar da saúde. Corte o mal pela raiz tomando o chá indicado para cada tipo de doença".
Estamos à sua disposição para ajudá-los através de nossos conhecimentos sobre Plantas Medicinais, por telefone ou pessoalmente em minha loja na Estrada do Guerengue, 2090 - Taquara/Jacarepaguá - Rio de Janeiro/RJ.
Confirme a sua visita pelo telefone (21) 3150-0367 de 2ª a sábado das 8:30 às 19:00 e nos domingos das 8:30 às 13:00.
O índio Yapuan incentiva: "Coma a fruta e plante o caroço. Vamos deixar para a próxima geração o que alguém, um dia, deixou para nós"..

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Nossa localização

Veja no mapa ao lado a nossa localização e as linhas de ônibus que servem a região em que estamos: 380; 390; 337; 611; 612; 861; 963.

Produtos

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Chás
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Garrafadas
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Xaropes
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Pomadas

Princípio ativo das plantas

Para utilizar uma erva medicinal é necessário extrair dela a sua força curativa, ou princípio ativo. Nunca use remédios naturais, como: chás, cremes, etc., se você não tiver conhecimento sobre as ervas que usa. Consulte sempre um especialista e tome cuidado ao manusear qualquer tipo de erva e as mantenha longe das crianças.
Para que se entenda mais da medicina indígena é preciso mergulhar um pouco em seus mitos e rituais, uma vez que toda a sua cultura influencia sua saúde e a forma como lidam com seus corpos. Atualmente a medicina indígena é um dos caminhos para a cura de enfermidades graves. Ela lida, principalmente, com a fé, assim como em muitas outras medicinas alternativas. Várias das ervas usadas pelos pajés e xamãs são utilizadas pela medicina tradicional, pois possuem princípios ativos, que inclusive, vêm sendo objeto de pesquisas científicas e muitas já compõem vários dos remédios que encontramos nas farmácias.
Ninguém duvida que a prática de exercícios físicos combinados com uma dieta equilibrada, ausência de stress e drogas, possam contribuir para uma qualidade de vida melhor e que resulte em um estado de saúde melhor para o homem urbano. De acordo com a FUNAI - Fundação Nacional do Índio, muitos vegetais utilizados pelos indígenas como medicamentos apresentam, de fato, resultados surpreendentes e, os conhecimentos técnicos, muitas vezes complexos, dos índios brasileiros, estão presentes tanto no combate às doenças, quanto na caça e pesca (através da utilização de venenos), na ecologia, na astronomia, na fabricação de sal, de objetos de borracha, de tecidos e na guerra (uso de gases asfixiantes).
Existem várias maneiras de manipular as plantas para obter o que a fitoterapia denomina de produto oficinal, ou seja, a erva em sua forma mais adequada ao uso desejado:
Decocção - É a fervura da substância, para dissolvê-la pela ação prolongada da água e do calor. A decocção pode ser leve ou branda, carregada ou concentrada, conforme sua duração (de apenas alguns minutos a várias horas) e a saturação do líquido empregado.
Infusão - Neste processo a substância é colocada numa vasilha, que depois recebe água fervente e é tampada. Após descansar por um certo tempo, côa-se a mistura. O tempo de infusão varia de 10 a 15 minutos (para folhas ou flores) a várias horas (no caso de raízes). O processo é particularmente indicado para as plantas aromáticas.
Cataplasma - É um preparado composto do pó de substâncias (obtido por decocção ou infusão) diluído até formar uma pasta mole. Excelentes remédios de uso externo, os cataplasmas podem ser aplicados quentes (para um efeito revulsivo ou maturativo) ou mornos (de efeito calmante).
Contusão - A substância é colocada num gral e socada até o ponto desejado (pó ou pasta).
Filtração - É usada para retirar partículas em suspensão de líquidos como tisamas, sumos, tinturas, etc. É feita com a ajuda de um cone de papel de filtro colocado dentro de um funil. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, pode-se simplesmente coá-lo através de um tecido de algodão, lã ou feltro.
Maceração - Neste processo a substância vegetal é deixada em contato com o veículo (líquido usado para dissolver o princípio ativo), em temperatura ambiente. Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade. Os veículos mais empregados são a água (que deve ser pura), o álcool, vinho ou vinagre.
Tintura - É o álcool ou éter impregnado do princípio ativo de uma ou mais substâncias vegetais, animais ou minerais. A preparação de tinturas a partir de substâncias vegetais é um processo minucioso e delicado, que utiliza plantas secas e éter ou álcool de pureza absoluta. Para 20% de substância vegetal emprega-se álcool de 60 graus (quando a substância libera seus princípios com facilidade), álcool de 80 graus (no caso de substâncias ricas em resíduos e azeites voláteis) e álcool de 10 graus (para substâncias que contêm corpos gordurosos). Depois de filtradas, as tinturas conservam seu poder por muitos anos e são usadas puras ou diluídas, interna ou externamente.
Tisanas - Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com ervas. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes as tisanas são chamadas poções.
Torrefação - Esta operação tem dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades. Através da torrefação, o café se torna aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.
Vinhos medicinais - São preparados que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diurético. O método é simples: molha-se em álcool as ervas picadas e macera-se em vinho durante alguns dias. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.
As Plantas que CURAM: (artigos transcritos do periódico: As Plantas que Curam, de 1983).

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Agoniada (Plumeria Lancifolia)

Da família das Apocináceas também conhecida por agonuim; arapuê, jasmim manga; quina mole; sucuúba; tapuoca. Propriedades medicinais: sua casca, empregada contra asma e sífilis, é emenagoga e purgativa, atuando diretamente sobre o útero, como descongestionante, auxiliar na concepção e regularizador das menstruações. É também utilizada em afecções históricas, clorose, ingurgitamento ganglionares, linfatites e doenças da pele. O látex que se extrai da casca possui propriedades anti-helmínticas e contém um ácido, o princípio amargo "plumerina" e o alcalóide "agoniadina". Suas flores também lactescentes, têm propriedades análogas às da casca. O látex utilizado, porém, em doses elevadas, produz síncope, delíquio e até mesmo a morte, por ser altamente venenoso.

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Alcachofra (Cynara scolymus)

Da família das Compostas também conhecida por alcachofra hortense. Propriedades medicinais: indicada especialmente para diabéticos e doentes do fígado. À alcachofra se atribui a capacidade de fazer baixar a pressão arterial. Comprovadamente, regulariza as funções hepáticas e, por ser rica em ferro, auxilia no combate à anemia e ao raquitismo. Ótimo tônico e aperitivo e um diurético energético. Indicações de uso: cálculos biliares; diurético; insuficiência hepática.

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Amoreira Negra (Morus nigra)

Da família das Moráceas. Propriedades medicinais: seus frutos, folhas, raízes e casca são igualmente laxativas, diuréticas, expectorantes, refrescantes, emolientes e calmantes. A amora negra contém grande quantidade de açúcar, sais, ácidos, peptona e goma. Indicações de uso: boca(inflamações); dentes(dores); rins; garganta/tosse; inapetência; intestinos(prisão de ventre); pele(dermatoses, eczemas, erupções cutâneas); pressão alta.

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Bananeira (Musa paradisiaca; M.sapientium; M.cavendishii)

Da família das Musáceas. Propriedades medicinais: inúmeras são as propriedades terapêuticas da bananeira, que, entre outras coisas, atua contra a diarréia astênica, a erisipela e afecções semelhantes. Com ela prepara-se um xarope especialmente indicado para bronquites, tuberculose e dispepsias. Do tronco extrai-se uma seiva, antiofídica e antidisentérica, que combate o catarro da bexiga, a gonorréia, a leucorréia, a hemorragia uterina, a laringite e as aftas, além de servir como reconstituinte e tônico capilar e muscular. A polpa age como emoliente e maturativo, quando o fruto está maduro, como hemostática e vulnerária, quando verde, e como antidiarréica, de pois de assada. Emprega-se o suco das flores nas afecções do peito e, externamente, em algumas doenças dos olhos.

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Cabaceiro-amargoso (Lagenaria vulgaris)

Da família das Cucurbitáceas, também conhecida como cabaça-amargosa; porongo; cabeça de romeiro. Propriedades medicinais: a polpa verde do fruto tem propriedades emolientes e maturativas e, quando madura, purgativas e drásticas. Antigamente era utilizada em cataplasmas para curar a inchação das pernas e em clisteres para combater a melancolia, a clorose e obstrução das vísceras. O decocto das sementes, também purgativo, é útil para debelar a nefrite. Aplicadas topicamente depois de aquecidas, as folhas ajudam a pressar o parto e a curar frieiras. Em doses exageradas esta planta pode produzir hemorragias mortais, precedidas de sintomas idênticos ao do cólera-morbo.

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Maca Peruana (Lepidium Peruvianum Chacón)

Da família dos tubérculos, foi comprovado que a MACA exerce uma ação estimulante no sangue, fortalecendo os glóbulos vermelhos encarregados de oxigenar os tecidos do organismo, assim como os glóbulos brancos. Importantes para fortalecer o sistema imunológico. Por causa de seus atributos afrodisíacos, agindo diretamente no fluxo sanguíneo, no que se traduz numa ação vigorosa na zona pélvica dos homens e das mulheres, aumentando assim o seu desempenho sexual, os efeitos permanentes da MACA, faz com que o estímulo e o apetite sexual aumentem.

Índios e o meio ambiente

Mesmo não sendo “naturalmente ecologistas”, aos povos indígenas se deve reconhecer o crédito histórico de terem manejado os recursos naturais de maneira branda. Souberam aplicar estratégias de uso dos recursos que, mesmo transformando de maneira durável seu ambiente, não alteraram os princípios de funcionamento e nem colocaram em risco as condições de reprodução deste meio.

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Rio Xingu

Diferentes concepções de "natureza"

Muitas vezes somos levados a pensar que as sociedades indígenas que vivem nas florestas tropicais são povos isolados, intocados, e que vivem “em harmonia” com os seus ambientes. A dificuldade em se compreender as concepções e as práticas indígenas relacionadas ao “mundo natural” e a tendência em aprisionar estes modos de vida extremamente complexos e elaborados na imagem idealizada de uma relação harmônica homem-natureza são exemplos de etnocentrismo.

A visão dos índios como homens "naturais", defensores inatos da natureza, deriva de uma concepção de natureza que é própria ao mundo ocidental moderno: a natureza como algo que deve permanecer intocado, alheio à ação humana. Mas o que os povos indígenas têm a dizer sobre o assunto é bem diferente. As concepções indígenas de “natureza” variam bastante, pois cada povo tem um modo particular de conceber o meio ambiente e de compreender as relações que estabelece com ele. Porém, se algo parece comum a todos eles, é a ideia de que o “mundo natural” é antes de tudo uma ampla rede de inter-relações entre agentes, sejam eles humanos ou não-humanos. Isto significa dizer que os homens estão sempre interagindo com a “natureza” e que esta não é jamais intocada. Os Yanomami, por exemplo, utilizam a palavra urihi para se referir à "terra-floresta": entidade viva, dotada de um "sopro vital" e de um "princípio de fertilidade" de origem mítica. Urihi é habitada e animada por espíritos diversos, entre eles os espíritos dos pajés yanomami, também seus guardiões. A sobrevivência dos homens e a manutenção da vida em sociedade, no que diz respeito, por exemplo, à obtenção dos alimentos e a proteção contra doenças, depende das relações travadas com esses espíritos da floresta. Dessa maneira, a natureza, para os Yanomami, é um cenário do qual não se separa a intervenção humana.

Parceiros na preservação ambiental

Apesar de não serem "naturalmente ecologistas", os índios têm consciência da sua dependência – não apenas física, mas sobretudo cosmológica – em relação ao meio ambiente. Em função disso, desenvolveram formas de manejo dos recursos naturais que têm se mostrado fundamentais para a preservação da cobertura florestal no Brasil. Trata-se de um fato visível nas regiões onde o desmatamento tem avançado com maior rapidez, como nos estados do Mato Grosso, Rondônia e sul do Pará. Em levantamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), por exemplo, as Terras Indígenas aparecem como verdadeiros oásis de florestas.

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Sucuri

É fato que muitos povos indígenas, como os Suruí, Cinta-Larga e os Kayapó, tenham se atrelado ativamente a formas predatórias de exploração dos recursos naturais hoje em vigor na Amazônia, fazendo alianças principalmente com empresas madeireiras. Todavia, é preciso reconhecer que eles o fizeram submetidos a pressões concretas, contínuas, ilegais e como sócios menores desses negócios. Hoje e no futuro, é preciso procurar mecanismos para potencializar as chances de os índios equacionarem favoravelmente o domínio de terras extensas com baixa demografia. Um desses mecanismos são as ainda incipientes formas de articulação de projetos indígenas com estratégias não-indígenas de uso sustentado de recursos naturais, sejam públicas ou privadas. 

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